sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

PRF REABRE POSTO NA FREEWAY

ZERO HORA 14 de dezembro de 2012 | N° 17283

MAIS SEGURANÇA. Unidade do km 70 da freeway, em Gravataí, volta a funcionar a partir de hoje


A partir de hoje, quem passar pelo km 70 da freeway, em Gravataí, não verá mais o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) vazio.

Fechado desde abril por falta de efetivo, o ponto de fiscalização mais antigo da estrada voltará a ter policiais e estrutura para atender quem usa a BR-290. Inaugurado com a rodovia em outubro de 1973, o posto é considerado pela PRF um ponto estratégico, por concentrar o movimento de ida e volta do Litoral Norte. Mesmo assim, ele foi desativado, e os agentes deslocados para outros pontos.

O superintendente da PRF no Estado, Jerry Adriane Dias Rodrigues, explica que, à época, o posto foi escolhido para ser fechado por ficar perto de uma praça de pedágio, que passou a ter uma unidade de apoio com estrutura para a viatura que fazia rondas pela região. No final de outubro, 80 agentes concursados em 2009 assumiram os cargos, o que proporcionou o reforço de pessoal e permitiu a reabertura.

Saiba mais

- Ao longo dos cem quilômetros, a freeway tem três pontos de fiscalização: em Gravataí, Santo Antônio da Patrulha e Eldorado do Sul.

- O posto de Gravataí é responsável pelo trecho do km 41 ao km 86.

- A PRF lança hoje a Operação Verão, que vai até 3 de março e tem como principal objetivo reforçar o efetivo nos horários e locais de maior fluxo de veículos e incidência de acidentes.

- A atenção será maior na BR-285 (entre Ijuí e Passo Fundo), na freeway e na BR-101, pelo grande movimento de estrangeiros para o Litoral.

- Serão usados etilômetros e radares.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

ALERTA NA BR-386 NO RS


ZERO HORA 13 de dezembro de 2012 | N° 17282

Estrada da morte mais mortal
Fundamental para o escoamento da produção gaúcha, a rodovia já registra número de óbitos em acidentes 15% superior a 2011

FERNANDA DA COSTA E VANESSA KANNENBERG

Antes simples, o ato de fechar os olhos e esperar pelo sono se transformou em um martírio para Amauri José Pereira da Silva, 58 anos. Sobrevivente da violenta colisão que matou sete pessoas na BR-386, em 19 de novembro, o aposentado é assombrado pelas lembranças do acidente.

Após a tragédia que dilacerou três famílias, Pereira passou por cirurgias e teve alta ontem, depois de ficar internado em estado grave no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo. Ele enfrenta a dor da perda da mulher e de um casal de amigos na estrada da morte. O acidente vitimou também um casal e dois filhos pequenos que estavam em um Civic.

– Lembro de tudo. Um carro veio como um avião na nossa direção – relata o aposentado, sem conseguir conter o choro.

Assim como Pereira, outras famílias choram as 79 vidas perdidas este ano na BR-386, conhecida como estrada da produção, responsável pelo escoamento de boa parte da safra gaúcha. A 18 dias do encerramento de 2012, o trágico saldo já é superior aos dois últimos anos. Na comparação com 2011, são 10 mortes (cerca de 15%) a mais na rodovia. O número é alarmante, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Com 448 quilômetros de extensão, a estrada apresenta diferentes realidades e oferece, a cada trecho, perigos distintos aos motoristas. Para o engenheiro mecânico especializado em trânsito e assistente técnico da ONG Alerta, Walter Kauffmann Neto, a rodovia não está adequada ao fluxo de veículos que recebe diariamente:

– A BR-386 é a estrada da morte porque peca na segurança. É preciso investir pesado em engenharia de trânsito. O usuário merece uma estrada segura e de trânsito rápido.

Dirigente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do Estado (Setcergs), Frank Woodhead afirma que o investimento em melhorias na segurança da rodovia é uma demanda urgentíssima:

– É lastimável o número de mortes. Temos carros e caminhões demais em uma via simples, de mão dupla.

O sindicato apoia o movimento pela duplicação de toda a rodovia.

– A duplicação praticamente zeraria colisões do tipo frontal, provocadas principalmente por ultrapassagens irregulares – afirma o especialista em transportes João Fortini Albano.


Contraponto

O que diz o Dnit, por meio da assessoria: “O Dnit tem conhecimento dos problemas da BR-386 e está projetando melhorias. Uma das providências é licitar estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental para o trecho Iraí-Estrela, para indicar soluções de engenharia, incluindo duplicações e construção de viadutos e passarelas.”

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

QUADRILHA FALSIFICAVA CNH

ZERO HORA 05/12/2012 | 07h26

Polícia Civil desarticula quadrilha que falsificava carteiras de habilitação no RS
Com base na Região Central, grupo negociava documentos por valores entre R$ 600 e R$ 2,5 mil

Lizie Antonello, 
DIÁRIO DE SANTA MARIA


Uma operação da Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira, desarticula quadrilha que vendia carteiras de habilitação falsas em todo o Rio Grande do Sul. São cumpridos 14 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão de equipamentos que seriam utilizados para confecção dos documentos.

O grupo criminoso tinha como base municípios da Região Central. A Operação Teia investigou por sete meses os suspeitos de agirem em Agudo, Restinga Seca, Santa Maria e Porto Alegre.

Os 76 agentes da Polícia Civil, de 16 delegacias, coordenados pelo delegado Eduardo Machado, realizam a ação em Agudo, Restinga Seca, Paraíso do Sul, Novo Cabrais, Santa Maria, Maratá, Dona Francisca (Região Central), Candelária (Vale do Rio Pardo) e Porto Alegre.

De acordo com a polícia, cerca de 8 mil ligações telefônicas interceptadas com autorização judicial foram utilizadas para identificar os integrantes do grupo.

A investigação iniciou em maio de 2012, quando um dos suspeitos acabou preso portando uma CNH falsa. A partir daí, a Polícia Civil de Agudo começou a agir para desmembrar a organização. Conforme apurou a polícia, o valor das habilitações variava entre R$ 600 e R$ 2,5 mil.



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

COMO A FRANÇA VENCEU A GUERRA DO TRÂNSITO


04 de dezembro de 2012 | N° 17273

PAZ NAS ESTRADAS

Zero Hora viajou até Paris para verificar como foi implementada a estratégia francesa para conter a mortandade no trânsito. A fórmula que transformou o país europeu em referência mundial servirá de modelo para o Rio Grande do Sul tentar reduzir a violência nas estradas gaúchas

Um país com a reputação de ter motoristas mal-educados se tornou um dos modelos do Rio Grande do Sul no combate ao massacre nas estradas, responsável por tirar a vida de 2 mil gaúchos por ano.

Em viagem a Paris para verificar como a França está enfrentando as tragédias do trânsito, Zero Hora percebeu que os franceses, com quem o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) assinou acordo de cooperação, ignoram quando o pedestre põe o pé na faixa, andam com a motocicleta na contramão da pista do ônibus e desprezam o conselho de evitar o volante depois do tradicional vinho no jantar.

– Nós guiamos o carro da mesma maneira que os brasileiros – atesta Joël Valmain, conselheiro técnico para questões internacionais do Delegado Interministerial pela Segurança Viária da França, que se espantou com o exagero na velocidade dos motoristas em visita à Capital neste ano.

Com essa situação adversa – ZH flagrou inclusive pessoas saindo de bares e restaurantes e assumindo o volante depois de consumir bebida alcoólica –, era de se esperar que a tragédia nas estradas se ampliasse a cada ano. Mas a França surpreende. Mesmo com o crescimento da população e da frota, o país derrubou em 75% o número de mortes em quatro décadas. A taxa atual atinge seis mortes a cada 100 mil habitantes, três vezes menor do que o índice gaúcho (um dos mais baixos do país).

O segredo é adotar uma fórmula sem segredos e sem mágicas. Fez o óbvio: em uma frente investiu em prevenção e, em outra, ampliou os rigores contra as infrações, freando a imprudência – o comportamento nas ruas é ruim, como se verifica em um passeio pela Cidade Luz, mas já foi pior.

O diretor-adjunto do gabinete do ministro delegado de Transportes, François Poupard, acredita que os avanços na segurança dos carros, os investimentos nas estradas, as campanhas permanentes contra o álcool e o combate ao abuso na velocidade aparecem como pontos decisivos na queda.

O Rio Grande do Sul deseja seguir o caminho francês. Apesar da fase inicial, o intercâmbio já gera as primeiras influências. O Estado acaba de criar um Observatório de Trânsito. A iniciativa, conforme o presidente do Detran, Alessandro Barcellos, servirá para integrar os órgãos de trânsito e unificar as estatísticas. Especialistas apontam a escassez de informações como um dos nós do trânsito brasileiro.

O cerco à velocidade também gera inspiração. Presidente do Comitê Estadual de Mobilização pela Segurança no Trânsito, o vice-governador Beto Grill se entusiasmou com os resultados dos radares, que salvaram pelo menos 23 mil vidas em nove anos. O Estado tenta destravar a licitação que dotará as estradas estaduais de pardais. E o Detran estuda a instalação de controladores de velocidade média, que flagram motoristas que fizerem um percurso longo em tempo menor do que estipula a lei. O teste deverá começar em 2013.

*O repórter viajou à França a convite do Ministério das Relações Exteriores francês

jaisson.valim@zerohora.com.brJAISSON VALIM* | FRANÇA

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

LEI SECA: BAFÃO DE ASTROS


03 de dezembro de 2012 | N° 17272

Huck e dois atores são pegos em blitze. Apresentador teve carteira de habilitação apreendida no Rio de Janeiro


O apresentador de TV Luciano Huck, que comanda o programa Caldeirão do Huck na TV Globo, teve a carteira de habilitação apreendida na madrugada de ontem, durante uma blitz da operação Lei Seca, no Rio de Janeiro. O apresentador se recusou a fazer o teste do bafômetro na Avenida Oscar Niemeyer, em São Conrado, na zona sul. Além dele, os atores Eri Johnson e Kayky Brito também perderam a habilitação durante o mesmo período.

Huck precisou apresentar outro condutor para levar o carro e só então foi liberado, de acordo com a Secretaria de Governo do Estado do Rio de Janeiro. O apresentador ainda perdeu sete pontos na sua habilitação e foi multado em R$ 957,70 pela infração, considerada gravíssima no Código Brasileiro de Trânsito.

Pelo Facebook, o apresentador explicou a situação e defendeu a atuação dos policiais e a operação Lei Seca. Huck afirmou ter bebido uma taça de vinho durante o jantar e que foi ao aniversário de um amigo em um clube a cerca de 800 metros de sua casa. “Fui parado na blitz, e achei melhor não fazer o teste do bafômetro. E agora pago, consciente, as consequências. Valeu a lição”, escreveu o apresentador.

Luciano Huck ressaltou “a educação” dos policiais e agentes que participaram da operação.

– Apoio amplamente a Operação Lei Seca. E acredito que um dos seus maiores ativos é que, de fato, vale para todos. Não tem ‘jeitinho’ para ninguém – disse.

Huck ainda brincou dizendo que “deveria ter seguido o exemplo da mulher (Angélica) e ‘ir de táxi’.”

Os atores Kayky Brito e Eri Johnson foram parados na mesma noite em locais diferentes e também tiveram a carteira de habilitação apreendida. Ambos se recusaram a fazer o teste do bafômetro e foram multados. Eri Johnson foi parado na Avenida Sernambetiba, no Recreio dos Bandeirantes. Já Brito foi parado na Barra da Tijuca.

CONTROLE EM MARCHA LENTA NO RS

ZERO HORA 03 de dezembro de 2012 | N° 17272

VELOCIDADE MÍNIMA

Previsão do programa nacional era instalar 212 equipamentos até o fim do ano, mas só 75 estão operando e registrando infrações


VANESSA BELTRAME

Em execução desde fevereiro do ano passado para reduzir o número de acidentes em estradas federais, o Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade movimenta-se em marcha lenta, de acordo com uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). O relatório, publicado em outubro, apontou que a implementação do programa no país ocorria em um ritmo muito aquém do previsto pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e que as infrações flagradas por alguns equipamentos não eram traduzidas em multas aos motoristas.

Inicialmente, o cronograma do programa previa que 2.117 equipamentos estivessem em funcionamento em todo o país até o final de 2012. Diante da auditoria, gestores do Dnit, em acordo com as empresas contratadas, reduziram a meta a fim de pôr 1.650 medidores de velocidade em operação até o fim de dezembro. Mas, a um mês do prazo, somente 960 equipamentos estão gerando notificações no Brasil.

No Rio Grande do Sul, a previsão é instalar, até o fim do ano, 212 equipamentos de controle de velocidade para o monitoramento de 234 faixas de tráfego nas estradas federais. Porém, até 20 de novembro, apenas 141 – 91 barreiras e 50 radares – haviam sido colocados em 145 faixas das rodovias.

E o número de equipamentos que realmente gera notificações aos condutores é ainda menor: só 75 estão ligados e aferidos pelo Inmetro, o que significa que menos da metade dos radares e barreiras previstos para começar a funcionar no fim de 2012 está em completa operação.

Ainda segundo o relatório do TCU, embora alguns pardais estejam em operação, as notificações de infrações e de penalidades não estão sendo produzidas, o que impossibilitaria a aplicação de sanções. Esta limitação decorreria, principalmente, da falta de acesso, por parte do Dnit, ao Sistema de Registro Nacional de Infrações (Renainf) para obter informações dos proprietários dos veículos que são necessárias à autuação.

Em resposta, a sede do Dnit, em Brasília, afirmou que o sistema foi ajustado e funciona completamente. Entre 10 de agosto e 29 de novembro, com base nos registros fotográficos feitos pelos equipamentos, mais de 800 mil notificações já foram emitidas. No Estado, o problema também estaria resolvido.

– O Dnit enfrentou problemas com relação à consulta de dados do Renainf, mas isto já foi solucionado e as notificações já estão sendo registradas – explica a engenheira Paula Ariotti, analista de Infraestrutura de Transportes do Dnit no Rio Grande do Sul.

Mais 71 equipamentos estão em fase de aprovação para serem instalados

De acordo com a superintendência regional do Dnit, mais 71 equipamentos devem ser instalados em 89 faixas de tráfego no Estado, mas estão em fase final de aprovação. O superintendente do departamento no Estado, Pedro Luzardo Gomes, afirmou que está em contato com a sede, em Brasília, para acelerar as notas de instalação e as ligações de energia.


Controle e descontrole. 

Para cumprir a 1ª fase do Programa Nacional de Controle Eletrônico de Velocidade, o Dnit/RS precisa:

- Monitorar 234 faixas de tráfego com 212 equipamentos de velocidade

Porém, até agora:

- Foram instalados 141 equipamentos que monitoram 145 faixas.
- Desses, apenas 75 estão em operação e registrando infrações.

sábado, 1 de dezembro de 2012

IDEIAS PARA O TRÂNSITO SEGURO NO RS








ZERO HORA 01 de dezembro de 2012 | N° 17270

PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA


Na segunda edição do programa Governador Pergunta, Tarso Genro recebeu ontem no Palácio Piratini os autores das 10 propostas selecionadas como prioritárias para combater a violência no trânsito. Destacadas de um total de 2 mil propostas recebidas via internet pelo Gabinete Digital, elas serão acompanhadas por uma rede de monitoramento, que vai cobrar encaminhamentos práticos do governo e resposta às demandas destacadas.

Uma das propostas priorizadas, por exemplo, propõe “diminuir mais ainda o IPVA e taxas para os motoristas que não possuem infrações e que não se envolveram em acidentes no ano anterior”. Atualmente, os motoristas já recebem desconto de 10% para um ano sem infrações e de 15% para dois anos. Ao comentar a escolha da ideia, o governo afirmou considerar viável um estudo “objetivando ampliar o desconto em nível superior aos atuais, considerando, além do não cometimento de infrações, o não envolvimento em acidentes de trânsito” – e depois enviar um projeto de lei à Assembleia.

– O governo se compromete a estudar as propostas e verificar alguma forma de aplicação. Alguma resposta vamos dar, mesmo que não seja possível aplicá-la – diz o coordenador do Gabinete Digital, Vinicius Wu.

Durante o ato, o diretor-presidente do Detran, Alessandro Barcellos, também apresentou o Programa de Modernização do departamento, que prevê investimentos de R$ 60 milhões em 2013.