segunda-feira, 20 de outubro de 2014

RODOVIAS FEDERAIS PIORARAM NO GOVERNO DILMA



O Estado de S.Paulo 19 Outubro 2014 | 03h 04


OPINIÃO



Pioraram, no governo Dilma Rousseff, os indicadores de qualidade da malha rodoviária brasileira, segundo a Pesquisa CNT de Rodovias 2014. Houve pouco investimento, deterioração das condições de segurança e aumento do número - de 219, em 2011, para 289, em 2014 - de pontos críticos, tais como cruzamentos entre rodovias e ferrovias no mesmo nível, pontes caídas, queda de barreiras, presença de máquinas em operação nas pistas e buracos grandes. Se as rodovias brasileiras fossem todas boas ou ótimas, o País teria economizado R$ 1,79 bilhão em 2014, calcula o diretor da Confederação Nacional dos Transportes Bruno Batista.

Nos últimos 10 anos, o número de veículos em circulação cresceu 122% e a extensão das rodovias pavimentadas, apenas 13,8%, segundo o levantamento. Entre 2010 e 2014, o número de quilômetros pavimentados avançou apenas 5,6%. Como o volume de tráfego aumentou mais, as rodovias ficaram mais perigosas, exigindo mais dos motoristas.

De um total de 203,5 mil km de rodovias pavimentadas e de 1,69 milhão de km que formam a malha brasileira, a pesquisa abrangeu 98,4 mil km - mas só 32,4% estavam em perfeitas condições de rodagem. Nos 18,9 mil km sob concessão privada, 14,3 mil km (75,7%) registravam condições ótimas ou boas, mais que o dobro do porcentual registrado pelas estradas sob gestão pública (34,7%). Em 2013, apenas 4,4 mil km de estradas federais foram licitados e passaram à administração privada, mas não houve tempo suficiente para uma expressiva ampliação de investimentos.

As rodovias são responsáveis por mais de 60% do transporte de carga no País. Viabilizam o deslocamento das safras de grãos colhidas principalmente na Região Centro-Oeste para os grandes portos do Sudeste e do Sul. Delas depende, portanto, parte do gigantesco superávit do agronegócio brasileiro, superior a US$ 80 bilhões no ano passado. De boas rodovias também depende a competitividade dos produtos brasileiros exportados, mas a CNT calcula que o mau estado das rodovias eleve em 26% o custo do transporte.

Daí a importância do levantamento anual da CNT sobre o estado das rodovias e os problemas enfrentados por quem se vale delas tanto para se deslocar até o trabalho, a escola ou os centros de lazer como para transportar bens. Qualidade do pavimento, da sinalização, da estrutura de apoio, da geometria das vias, das curvas e dos acostamentos é bem mais do que estatística.

domingo, 19 de outubro de 2014

SEIS MORTES NUMA MADRUGADA VIOLENTA NO RS



ZH 19 de outubro de 2014 | N° 17957

Dani Barcellos

Acidentes. Tragédias no trânsito


Motorista na contramão foi uma de duas vítimas em colisão frontal na Rodovia do ParquePelo menos seis pessoas morreram em acidentes de trânsito na madrugada de sábado, no Rio Grande do Sul.

Na colisão mais grave, foram três vítimas fatais em Santa Rosa. Na Rodovia do Parque (BR-448), o motorista de um Corsa com placas de Canoas teria trafegado pela contramão e atingido frontalmente um Palio Weekend com placas de Fontoura Xavier, no km 14,8, no sentido Interior-Capital por volta das 3h. Os dois motoristas morreram no local e quatro passageiros do Corsa foram levados para o Pronto Socorro de Canoas. Um menino de seis anos ficou gravemente ferido.

Conforme o policial rodoviário federal Adriano Castro, pouco antes do acidente uma testemunha abordou uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas proximidades do aeroporto para contar que um carro na contramão quebrara o seu retrovisor.

Em Santa Rosa, um Gol bateu no canteiro central da Avenida Expedicionário Weber, a principal via da cidade, derrubou um poste, atravessou a pista e colidiu em um caminhão com placas de Encruzilhada do Sul. Até as 9h de sábado, a Brigada Militar confirmava três mortos – dois homens e uma jovem. Segundo a BM, o Gol partiu-se ao meio. Havia cinco tripulantes no carro.

Na BR-448, uma testemunha havia alertado a polícia a respeito de homem que dirigia em sentido contrário



Em São Leopoldo, mulher perde a vida na RS-240

Uma mulher morreu em um acidente no km 02 da RS-240, às 3h30min em São Leopoldo, no Vale do Sinos, também na madrugada de sábado.

Conforme o Grupo Rodoviário de Portão, o Renault Clio, com placas de Portão, saiu da pista, desceu um barranco e se chocou com uma árvore.

A vítima foi identificada como Erci Inês Sesstron, 50 anos. Ela estaria no banco traseiro do Clio, acompanhada pelo cunhado, que dirigia o veículo, e da irmã.

Os dois feridos foram encaminhados ao Hospital Centenário, em São Leopoldo.

sábado, 18 de outubro de 2014

ESTRADAS DESTRUÍDAS



ZH 8 de outubro de 2014 | N° 17956



EDITORIAL




Pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), recém divulgada, evidencia o descaso com as estradas gaúchas, que estão se deteriorando em velocidade muito superior à capacidade do governo de investir na manutenção e nas melhorias. É mais um argumento irrefutável para a revisão do atual modelo de administração, e tema inadiável para o debate eleitoral que ora se desenvolve na disputa pelo governo do Estado. O levantamento mostra que as rodovias concedidas à iniciativa privada são melhores do que as administradas pelo poder público e que as piores do ranking são justamente as estaduais.

Enquanto o modelo se mantém como está, é preciso pelo menos que o poder público siga à risca alguns pressupostos elementares para garantir a segurança dos usuários e evitar um custo financeiro adicional para os gaúchos. Se há dificuldades de ampliar a malha pavimentada, o governo tem ao menos o dever de manter o que existe em condições de trafegabilidade. O que se constata, porém, é uma deterioração gradativa de trechos em condições adequadas de trafegabilidade, sob o ponto de vista de aspectos como geometria, pavimentação e sinalização.

Um aspecto particularmente grave é que, além de não conseguir manter as estradas como deveria, o poder público também não cumpre a sua parte sob o ponto de vista da fiscalização, imprescindível para a punição de quem trafega com excesso de peso, por exemplo. Em consequência, as dificuldades são maiores justamente no noroeste do Estado, onde é maior o tráfego de caminhões devido ao escoamento de safras. Isso faz com que os produtores enfrentem uma redução da competitividade. E, ao mesmo tempo, que os consumidores sejam forçados a arcar com o custo adicional do frete.

Num modelo econômico que privilegia o transporte rodoviário, não há perspectiva de crescimento sustentável sem investimentos em infraestrutura, particularmente os relacionados aos deslocamentos de pessoas e transporte de cargas. Por isso, se não tem como garantir pistas com um padrão mínimo de qualidade, o Estado precisa optar logo por um modelo alternativo que permita enfrentar definitivamente essa questão.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

FUJA DAS ARMADILHAS DO GPS



ZH 14 de outubro de 2014 | N° 17952

TECNOLOGIA. DIREÇÃO SEGURA

ROTAS INDICADAS PELO sistema de georreferenciamento nem sempre são as melhores opções para deslocamento e podem representar risco



Aliados dos motoristas para se deslocar nas cidades ou em estradas, os equipamentos de GPS podem acabar atrapalhando a viagem e até oferecer risco ao sugerir uma rota. No sábado à noite, um motorista que ia de Venâncio Aires para Caxias do Sul teria sido levado pela orientação do sistema a utilizar uma estrada de terra, sem iluminação ou sinalização, em Teutônia. Ao passar por uma ponte, perdeu o controle do veículo e caiu em um arroio. No acidente, a mulher e dois filhos – um menino e uma menina – morreram. A professora de cartografia da UFRGS Andréa Iescheck dá dicas para evitar contratempos.

DICAS PARA APROVEITAR O EQUIPAMENTO
UTILIZE APLICATIVOS QUE MOSTREM ATUALIZAÇÕES SOBRE AS ESTRADAS
Prefira usar o smartphone a aparelhos de GPS. Na internet, é fácil encontrar aplicativos de celular como o Waze e o Google Maps, que informam ao usuário se há problemas nas rodovias, especialmente em cidades grandes ou em estradas conhecidas (o Waze é atualizado com informações repassadas pelos próprios usuários). Os equipamentos de GPS para veículos normalmente apresentam atualizações menos frequentes. Por isso, acidentes, obras e problemas na sinalização não costumam aparecer.
DÊ PREFERÊNCIA ÀS VIAS PRINCIPAIS
Utilizar estradas mais conhecidas, com mais movimento, diminui a probabilidade de surpresas.
– Hierarquizando o que é principal e o que é secundário, o motorista fica menos sujeito a entrar em uma região de risco. Teoricamente, tem menos problema – alerta a professora Andréa Iescheck.
Além disso, vias principais são utilizadas por mais usuários, o que garante mais atualizações dos aplicativos sobre possíveis problemas no tráfego.
ESTUDE O TRAJETO ANTES DE SAIR DE CASA
Não é preciso abrir um mapa e fazer um estudo cartográfico das cidades, mas é bom ter uma ideia sobre o que esperar no caminho. Uma breve pesquisa no Google Maps ou mesmo em um mapa de papel pode ajudar o motorista a conhecer suas opções de rota. Mas fique atento para utilizar um mapa atualizado.

GPS GUIA MOTORISTA PARA ACIDENTE QUE MATOU SUA FAMÍLIA

ZERO HORA 12/10/2014 | 16h31


GPS teria guiado motorista de Caxias à estrada de chão onde ocorreu acidente com três mortes
Carro voltava de Venâncio Aires quando caiu em arroio no interior de Teutônia




Carro mergulhou no arroio Estrela e ficou com as rodas voltadas para cima Foto: LUCAS LEANDRO BRUNE / Divulgação


O GPS teria guiado o motorista Sérgio José Scortegagna Filho, 40 anos, à estrada de chão onde ocorreu o acidente que matou a mulher e os dois filhos dele. A família voltava de Venâncio Aires a Caxias do Sul quando ocorreu o acidente, no interior de Teutônia. A Zafira de Sérgio caiu no Arroio Estrela, na noite de sábado. Morreram a mulher dele, Maria Carolina Abreu Lima da Rosa Homrich Scortegagna, 32, e os filhos Rafaela, três, e Eduardo, sete. Sérgio sobreviveu.

Segundo a Brigada Militar de Teutônia, Sérgio ligou o GPS para procurar o melhor caminho em direção a Caxias do Sul, onde a família morava. O aparelho orientou o motorista a seguir pelo interior, passando pela linha São Jacó, onde ocorreu o acidente, em ponto sem iluminação ou sinalização. Outro caminho possível seria seguir pela Rota do Sol (RSC-453).

Por volta de 20h30min, o carro caiu de uma ponte sobre o Arroio Estrela e ficou com as rodas voltadas para cima. Sérgio conseguiu sair do veículo, mas não conseguiu auxiliar a família, que morreu afogada.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

EM DISCUSSÃO, MOTORISTA DE ÔNIBUS QUEBRA VIDRO DE CARRO

ZH 25/09/2014 | 15h43


Após discussão, motorista de ônibus quebra vidro de carro em Porto Alegre. Caso aconteceu na última sexta-feira e imagens foram gravadas por um passageiro




Vídeo mostra motorista da linha T8 quebrando o vidro de um automóvel com uma barra de ferro Foto: Reprodução

Um motorista da linha T8, da Carris, quebrou os vidros de um carro com uma barra de ferro, em Porto Alegre, após discussão no trânsito. O caso aconteceu na última sexta-feira e um dos passageiros gravou um vídeo mostrando as agressões. De acordo com o delegado Ajaribe Pinto, da 15ª Delegacia de Polícia da Capital, o condutor de um Palio e o motorista do coletivo bateram boca desde a Avenida Bento Gonçalves até o terminal da Avenida Antônio de Carvalho, onde aconteceram os ataques.

Segundo a polícia, duas ocorrências foram registradas: uma pelo condutor do carro e outra pelo motorista do ônibus. O primeiro alega ter sido agredido com uma barra de ferro pelo funcionário da Carris, como se pode ver nas imagens. O segundo afirma que quatro pessoas que estavam no automóvel teriam investido contra ele após discussão no trânsito.

Ambos foram encaminhados ao Departamento Médico-Legal de Porto Alegre para que fosse realizado o exame de corpo delito. A polícia aguarda o resultado da perícia para encaminhar o caso ao judiciário, que deverá marcar o julgamento.

A assessoria de imprensa da Carris informou que o motorista consultou um médico e recebeu atestado de dois dias, devido a supostas agressões que ele teria sofrido antes de quebrar os vidros do carro. Ainda segundo a empresa, o funcionário entraria em férias na próxima segunda-feira, mas em função do ocorrido, o descanso foi antecipado. A Carris comunicou que vai esperar o julgamento para tomar alguma atitude.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

PARADAS INSEGURAS E PRECÁRIAS

DIÁRIO GAÚCHO 24/09/2014 | 09h31


Paradas de ônibus são péssimas na ERS-118. Falta de abrigos, de sinalização e precariedade dos pontos de ônibus são problemas para quem usa o transporte coletivo nos 40km da rodovia



Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS


Aline Custódio


Quem depende das paradas de ônibus ao longo dos 40km da ERS-040 entre a BR-116, em Sapucaia do Sul, e a ERS-040, em Viamão, precisa de doses extras de paciência e de cautela para enfrentar a falta de infra-estrutura. Na manhã da sexta-feira passada, o Diário Gaúcho percorreu a via e encontrou problemas que vão desde falta de sinalização até inexistência de proteção aos passageiros das linhas municipais, intermunicipais e especiais.

No trecho de Cachoeirinha, pertencente ao Jardim Betânia, o vigilante Jair Veiga, 31 anos, desafia a falta de indicação de uma parada para pegar diariamente o ônibus até o trabalho, em Novo Hamburgo. O ponto fica exatamente onde a via está sendo duplicada, para a construção de um viaduto que, segundo Jair, atrapalha a visão de quem aguarda pelo transporte.

- Tiraram a placa de ônibus há meses. Muitos não param para os passageiros. Se eu quiser pegar o ônibus, preciso quase entrar na rodovia e corro o risco de ser atropelado - conta.

"É uma vergonha"

Na parada seguinte, o autônomo Denilson Bitencourt, 41 anos, aguardava na beira da estrada, sentado num dos dois bancos improvisados com pneu e concreto. Para piorar a situação, engolia a poeira a cada veículo que cruzava a via.
- Em dias de sol, é terra para todo o lado. Quando chove, chego molhado no trabalho por falta de proteção na parada. É uma vergonha, e isso nunca vai mudar - disse, descrente em melhorias a partir da duplicação da via.


"Falta de respeito"

Em Gravataí, a auxiliar de serviços gerais Elca Luzia Scherer, 73 anos, decidiu caminhar quase 1km até encontrar a única parada com proteção para os passageiros. Parcialmente destruída, a proteção tem como banco um tronco de árvore colocado pelos próprios moradores da região.

- O sol estava muito forte para ficar desprotegida. É uma falta de respeito, principalmente, com quem tem mais idade - desabafou.

Carlos construiu uma proteção

A situação mais curiosa existe em Alvorada, onde o morador do km 26, Carlos Machado, 62 anos, construiu a única proteção para os passageiros no trecho pertencente à cidade. De madeira, com telhado de amianto e lona plástica presa por taquaras e fios, a parada existe há dez anos. Carlos revela que, no ano passado, fiscais tentaram retirar a casinha que tem até uma pia ligada à rede de água. Mas os moradores do Bairro Tijuca não permitiram.

- Construí a casinha para vender água no verão. No inverno, ela fica como proteção de quem precisa esperar o ônibus. Coloquei até dois tocos de madeira para quem quiser sentar. Minha vontade é construir uma do outro lado da estrada - revelou.

Manutenção é com o Daer

O Daer informa que a responsabilidade pela instalação e manutenção das paradas de ônibus na faixa de domínio da ERS-118 são do próprio Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem. Os municípios só têm responsabilidade pelas paradas dentro da cidade. O que está na faixa de domínio do Daer (mesmo que em perímetros urbanos) é administrado pela autarquia.

A situação das paradas da estrada foi repassada à 1ª Superintendência Regional do Daer, em Esteio. Segundo a assessoria de imprensa do órgão, o projeto de duplicação da rodovia inclui a remodelação das paradas de ônibus, com os recuos e especificações necessárias, mas ainda sem data para ser realizada.

Saiba mais:

- No total, a ERS-118 tem 80,38km de extensão, desde Sapucaia do Sul até Vila Itapuã. São 50km pavimentados e 30km não pavimentados.
- Entre o entroncamento com a BR-116 até o entroncamento com a ERS-040 são 40km.
- Cruza por Viamão, Alvorada, Gravataí, Cachoeirinha e Sapucaia do Sul.
- Mais de 130 linhas de ônibus (municipais, intermunicipais e especiais) passam pelo local.