quinta-feira, 21 de julho de 2011

LEI SECA - O MAU EXEMPLO DOS FAMOSOS


Ao se recusarem a passar pelo bafômetro, celebridades desafiam a lei e, como formadores de opinião, prestam um desserviço. Juliana Dal Piva - REVISTA ISTO É, N° Edição: 2175, 21.Jul.11 - 11:52

Desde que a lei que proíbe beber e dirigir entrou em vigor, em 2008, é crescente a lista de pessoas famosas que se recusam a soprar o bafômetro. O caso mais recente é o do ex-jogador e deputado federal Romário (PSB-RJ), que, no domingo 10, não quis – pela segunda vez – se submeter ao teste que avalia se a pessoa está dirigindo com álcool no organismo. Levantamento feito por ISTOÉ contou 22 celebridades multadas desde 2009 por fugirem do bafômetro – três políticos, sete jogadores de futebol e 12 artistas. Eles lançaram mão do direito constitucional de não produzir provas contra si próprios. Mas, como formadores de opinião, prestaram um desserviço à nação.

O argumento de Romário, que como parlamentar deveria zelar pelo cumprimento das leis, é contraditório. “Usei meu direito. Não houve briga nem nada”, disse o deputado. “Não preciso mostrar que não bebo nem estou pedindo que acreditem em mim. Não bebo”, desafiou. A questão, porém, não é tão simples assim. Para o médico Dirceu Rodrigues Alves Jr., diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, a atitude das celebridades é condenável. “Se negam o bafômetro, é porque estavam alcoolizados”, conclui, esclarecendo o motivo pelo qual a operação do Rio repercute mais do que as outras: “Se fechar uns quatro cruzamentos na zona sul, não é difícil encontrar gente famosa.”

A recusa colabora para que a sensação de impunidade se propague. Afinal, uma vez que não se deve prestar contas a ninguém, abre-se a porta para driblar a lei. Pode ser isso que está por trás do acidente que matou a advogada Carolina Menezes Cintra Santos, 28 anos, em São Paulo, na madrugada do domingo 10. O engenheiro Marcelo Malvio Alves de Lima, 36 anos, bateu seu Porsche a 150 km por hora contra o Tucson da advogada, numa rua do Itaim, na zona oeste de São Paulo. Ele se recusou a fazer o exame de sangue para verificar se havia álcool em seu organismo, mas os policiais que trabalharam no caso declararam que ele tinha “claros sinais de embriaguez”. Quem é pego no bafômetro leva multa de R$ 957, perde sete pontos na carteira e tem suspenso o direito de dirigir por um ano. Quem se recusa a fazer o teste paga a mesma multa e perde os mesmos pontos, mas fica sem a carteira de motorista por apenas cinco dias.

A fiscalização no Rio de Janeiro é das mais intensas no País, apesar da existência do Twitter que revela onde estão as blitze. De acordo com a assessoria da Operação Lei Seca, foram abordados pelo programa mais de 527 mil motoristas até julho deste ano em todo o Estado. Para efeito de comparação, em São Paulo, até o início de 2011, o número de abordagens foi de 262 mil, em uma frota de quase sete milhões de carros por dia, contra apenas 1,8 milhão do Rio. Só em 2011, entre os políticos abordados pela operação e que recusaram o bafômetro estão o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-candidato à vice-presidência da República Índio da Costa (PSD-RJ). Engrossam a lista ainda o jogador Adriano, o cantor Djavan, o ator Marcello Novaes e a atriz Maitê Proença, que se diz defensora da lei. “Não tenho nada contra, só a favor. Quanto mais rigorosa, melhor para todos!”, afirmou à ISTOÉ. Então é bom cumpri-la, não é?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O EFEITO DA REPRESSÃO

EDITORIAL ZERO HORA 20/07/2011

A estratégia usada pelas polícias rodoviária federal e estadual, com a intensificação da fiscalização e o consequente aumento de multas e flagrantes de embriaguez ao volante, no primeiro semestre, só terá resultados efetivos se não for eventual e se incorporar à rotina das rodovias gaúchas. Este ano, as infrações por embriaguez cresceram 23,7% nas estradas federais e 119% nas estaduais. Não significa que mais motoristas do Estado estejam dirigindo sob o efeito de álcool. Os dados expressam apenas que as polícias vinham exercendo uma fiscalização frouxa no Estado e que os embriagados circulavam quase sem incomodações. O aspecto positivo do levantamento é o que mostra a unificação de conduta das duas polícias, no sentido de fazer valer o poder – e o dever – de fiscalizar as rodovias.

Até agora, as duas organizações, como admitem seus comandantes, não vinham se dedicando como deveriam ao cumprimento do que determina a Lei Seca, implantada em 2008. Com o aumento das operações nas estradas e o deslocamento de radares para o Interior, promete-se que a ação deixa de ser ocasional. É o que se espera que de fato aconteça, para que não se repita o que ocorreu quando a legislação entrou em vigor. Num primeiro momento, o Rio Grande do Sul assistiu a uma mobilização policial que prometia ser permanente.

A expectativa foi frustrada, e logo surgiram desculpas de que os contingentes eram insuficientes e de que havia até falta de bafômetros para essa tarefa. Nenhuma missão pode ser mais urgente do que, pela ação repressiva, coibir a imprudência em estradas e ruas. A Lei Seca exige empenho de todos, em especial dos órgãos que têm a obrigação de impedir que motoristas alcoolizados continuem desfrutando da sensação de impunidade. Um aspecto, no entanto, ainda preocupa, no que diz respeito ao controle da velocidade: a Polícia Rodoviária Federal depende do deslocamento de radares de Porto Alegre para outros municípios. Como um órgão fiscalizador pode identificar excessos, entre tantas infrações, se não dispõe de equipamentos? As autoridades são desafiadas a suprir as demandas da PRF, para que os esforços deste ano não tenham, na sequência, o frustrante esmorecimento registrado em 2008.

terça-feira, 19 de julho de 2011

CRESCEM AS MULTAS NAS RODOVIAS DO RS

Velocidade e álcool punidos - GUILHERME MAZUI E MARCELO GONZATTO, ZERO HORA 19/07/2011

Números divulgados ontem pelas polícias rodoviárias Federal e Estadual mostram um aumento no número de flagrantes de infrações por embriaguez ao volante e excesso de velocidade nas estradas que cortam o Rio Grande do Sul.

As rodovias estaduais e federais do Rio Grande do Sul registraram uma disparada no número de multas por embriaguez e excesso de velocidade no primeiro semestre.

Os dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Comando Rodoviário da Brigada Militar mostram que os flagrantes superaram em mais da metade as ocorrências registradas entre janeiro e junho do ano passado. Enquanto as autoridades apontam o reforço na fiscalização como razão para essa escalada, a quantidade de mortos diminuiu 13% nas estradas.

O total de infrações aplicadas aos condutores gaúchos nos primeiros seis meses do ano saltou de 268 mil para 353 mil – quase um terço a mais.

Entre os tipos de irregularidade que mais impulsionaram essa avalanche de infrações estão dois dos considerados também mais perigosos: o consumo de álcool e o desrespeito ao limite de velocidade. Os flagrantes de embriaguez saltaram 57%, e a pressa ao volante respondeu por um acréscimo de 56%.

A PRF, responsável pela maior parte do crescimento de multas por excesso de velocidade, atribui o resultado à otimização do uso dos cinco radares estáticos da corporação.

– O radar que antes ficava só em Porto Alegre passou a ser usado alguns dias em Osório, outros em Eldorado do Sul. E assim aconteceu em outras regiões também – explica Alfonso Willembring Junior, chefe da Seção de Policiamento e Fiscalização da PRF.

Os policiais também mudaram a estratégia de fiscalização e passaram a monitorar com maior atenção trechos considerados problemáticos. Foram realizadas pelo menos nove operações especiais este ano em diferentes partes do Estado, como Pelotas, Porto Alegre e Ijuí. Apenas em Ijuí, por exemplo, uma blitz envolveu mais de 50 homens e resultou em mais de 120 autuações por embriaguez.

Operações especiais aumentam flagrantes

Os flagrantes de álcool na direção, porém, aumentaram principalmente nas rodovias estaduais. O Comando Rodoviário da BM registrou uma elevação de 119% no número de condutores flagrados bêbados – chegando a 1,49 mil multas impostas até junho. Parte desse desempenho é atribuída a operações como a Balada Segura, que faz uso do bafômetro.

Conforme a doutora em Segurança Viária Christine Nodari, professora do Laboratório de Sistemas de Transporte (Lastran) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o reforço na fiscalização costuma estar associado à redução de índices de violência no trânsito – embora outros fatores também devam ser levados em consideração, como infraestrutura.

– Há uma correlação entre aumento de vigilância e diminuição de acidentes graves. E o álcool e o excesso de velocidade são duas formas de imprudência muito ligadas a isso – afirma a especialista.

Os números também demonstram que, apesar do recuo no número de mortes, houve ligeiro aumento na quantidade de acidentes e feridos. Isso sugere que, apesar de terem ocorrido 7,9% a mais de acidentes, eles foram menos graves.

Outra conclusão é que os motoristas gaúchos ainda resistem a obedecer a dois dos mandamentos básicos da segurança viária: não beber antes de dirigir e não superar o limite de velocidade. Isso ocorre, conforme Christine, porque os condutores têm uma percepção de risco diferente para si e para os outros.

– As pessoas acham que beber e dirigir é perigoso para os outros, mas que, no caso delas, não vai dar problema. Quando alguém bebe e, por sorte, não se acidenta, essa percepção é reforçada. Isso é muito arriscado – avisa a especialista.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

LEI SECA - DEPUTADO ROMÁRIO RECUSA O BAFÔMETRO

Recusa ao bafômetro. Romário é parado na Operação Lei Seca e tem a carteira de habilitação suspensa por cinco dias - O GLOBO, 10/07/2011 às 12h00m; Taís Mendes

RIO - O deputado federal e ex-jogador Romário (PSB-RJ) foi parado na Operação Lei Seca, no início da madrugada deste domingo, e teve a carteira de habilitação suspensa por ter se recusado a fazer o teste do bafômetro. Ele estava em sua Land Rover e trafegava pela Avenida Armando Lombardi, na pista sentido Recreio, na Barra da Tijuca.

Segundo o governo do estado, a habilitação de Romário foi suspensa por cinco dias. O deputado também responderá a um processo administrativo do Detran e pagará multa de R$ 957,70 pela recusa de fazer o teste. O carro, que apresentava documentação em dia, não foi apreendido e foi retirado do local da operação por um motorista habilitado.

Essa é a segunda vez que Romário é abordado em uma blitz da Operação Lei Seca. Em março do ano passado, ele também teve a carteira de motorista apreendida por se recusar a fazer o teste do bafômetro.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

UM ÍCONE DA VIOLÊNCIA

WANDERLEY SOARES, REDE PAMPA, O SUL - Edmundo, um ícone da violência. Porto Alegre, Sexta-feira, 01 de Julho de 2011.

No trânsito só será alcançada uma quebra real da violência quando houver uma fiscalização competente, bem remunerada e com tolerância zero, além da mudança da legislação. Por ora, isso é uma utopia. O flagelo tem a tendência de crescimento sem limites.

Domingo último, neste Caderno de Colunistas, página 2, o procurador de Justiça Marcelo Roberto Ribeiro, em artigo sereno e plenamente fundamentado, mostrou, com clareza meridiana, os caminhos legais que levaram o ex-jogador de futebol Edmundo Alves de Souza Neto, cognominado o Animal, a certeza de restar impune no processo a que responde por ter, na direção de seu automóvel, de forma dolosa, causado a morte de três pessoas além de ferir outras três, fato ocorrido no Rio, em 2 de dezembro de 1995. O caso de Edmundo é emblemático, pois dá a ideia de como a legislação, o Judiciário e até a mídia tratam do flagelo que é o trânsito brasileiro, principalmente quando estão envolvidas as tais celebridades.

Vale a pena ler e reler o artigo de Marcelo antes de sair por aí a fazer campanhazinhas piegas de educação no trânsito.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

MOTOCICLISTAS - 15O PERDERAM A VIDA EM SEIS MESES NO RS


Em seis meses, mais de 150 motociclistas morreram em acidentes nas estradas gaúchas. Média é de 25 mortes por mês. Janeiro e março foram os meses mais violentos - zero hora, 30/06/2011 | 12h56min

Mais de 150 motociclistas morreram em acidentes nas estradas gaúchas desde o início do ano, segundo o levantamento realizado por Zerohora.com e Rádio Gaúcha. O número representa uma média de 25 mortes por mês.

O acidente mais recente ocorreu na manhã desta quinta-feira, em Porto Alegre. Uma colisão envolvendo duas motos e um caminhão vitimou Diego Barbosa de Mendonça, 26 anos, condutor de uma das motocicletas.

Os dois meses com maior número de motociclistas mortos foram janeiro e março. Foi quase uma vítima por dia nas estradas gaúchas. O levantamento aponta 30 acidentes com morte nos meses de janeiro e março. Em um deles, ocorrido em Lagoa dos Três Cantos, no norte do Estado, além do condutor da motocicleta, morreu também o passageiro.

Confira a abaixo o número de acidentes com morte ernvolvendo motociclistas nos seis primeiros meses de 2011:

Janeiro: 30 acidentes / 30 mortes
Fevereiro: 21 acidentes / 21 mortes
Março: 30 acidentes / 31 mortes
Abril: 27 acidentes / 27 mortes
Maio: 37 acidentes / 27 mortes
Junho: 18 acidentes / 18 mortes*

TOTAL: 153 ocorrências com morte e 154 vítimas fatais - até as 12h do dia 30 de junho

terça-feira, 28 de junho de 2011

ASSALTO EM SINAL DE TRÂNSITO

PARA ESCAPAR. Assalto em sinal de trânsito: leitores dizem como se previnem - 09/10/2007 às 17h31m; O Globo Online

RIO - Depois de mais um episódio de violência no sinal de trânsito (uma aposentada de 76 anos morreu na Avenida Pastor Martin Luther King Jr, assassinada por assaltantes), O GLOBO ONLINE perguntou aos leitores que cuidados tomam para correr menos risco de assalto ao volante. Dicas não faltam de quem vive o dia-a-dia do perigo. Confira os dez mandamentos e leia também o que recomendam os especialistas :

1) Pé na embreagem e no acelerador: Roberto Lopes recomenda parar o carro no meio da pista com razoável distância para o veículo da frente. E ensina: "Manter o pé na embreagem e, de leve, no acelerador. Abriu o sinal, é sair de imediato". Marcel Henrique Cintra estuda a posição que o veículo vai ficar e o deixa engrenado. "Colo o máximo que conseguir no carro ao lado, impedindo que moto ou pedestre passe entre os carros. Mantenho espaço para o carro da frente e sempre mantenho o carro engrenado, pronto para uma partida rápida", diz.

2) Avançar o sinal: Esta é a preferida da maioria dos leitores que enviaram respostas. Todos destacam que o recurso vale à noite, com movimento menor nas ruas. E tem que ir devagar, olhando para tudo quanto é lado no cruzamento. Com a palavra, Wagner Guedes: "A instrução aqui em casa é avançar sinais de trânsito cautelosamente. Mais vale pagar uma multa por avanço de sinal do que pagar com a vida". Paulo Melo Caratori diz que a partir das 23h procura não parar em sinais vermelhos. "Tomo todo cuidado para não colocar outras pessoas em risco e, infelizmente, é uma medida que deve ser tomada", ressalta. Isso já lhe custou duas multas de trânsito na Orla de Ipanema. "Acho um absurdo os pardais multarem avanço de sinal após 23h", reclama.

3) Sempre em movimento: Marco Nascimento não chega a furar o sinal vermelho, mas tenta não parar o carro. Como? Ele explica: "Se o sinal amarela, eu já vou parando de onde estiver e vou em marcha de tartaruga até o sinal abrir de novo. A roubada é ficar parado".

4) Olho aberto e para tudo quanto é lado: é Luiz Antonio Ribeiro Silva quem orienta. "Fico atento.Olho fixamente para as pessoas que estão próximas ao sinal". Ele justifica com o argumento de que "bandido gosta do elemento surpresa". O leitor emenda: "Quando você olha, ele sabe que você pode reagir e, na dúvida, prefere outra vítima". Cristiano Souza de Oliveira está sempre de olho vivo no retrovisor. "Se eu notar alguma coisa estranha, sigo em frente", conta.

5) Vidro fechado e nada de objetos de valor: Isildo Almeida se cuida para "nunca exibir objetos de valor, tais como celular, jóias, carteiras, bolsas e cordões de ouro". Ele recomenda também aos demais leitores "deixar os vidros fechados até em cima e manter as portas travadas".

6) Tornar-se um ex-motorista: não é brincadeira não. Muita gente contou que simplesmente desisitiu de dirigir, por causa do medo de assalto. "Decidi vender meu carro, andar a pé, de metrô ou de táxi. Livrei-me dos bandidos, do seguro, das multas, dos flanelinhas oficiais e extra-oficiais, do IPVA, da vistoria do Detran, do aumento dos combustíveis, da despesa de estacionamento, da troca de óleo, da revisão periódica. Enfim, gasto menos e diminuí o stress", relata Eliane Fiuza. Rodrigo Barçal Rodrigues Cechinel tomou a mesma atitude depois de um trauma. "Após ser assaltado seis vezes nos sinais da cidade, em vários bairros, fiquei traumatizado. Não conseguia pegar o volante sem ficar apavorado. A minha triste providência foi vender o carro", narra. Ricardo Kayat é outro sem-carro voluntário. "Ando de metrô, ônibus e táxi. Financeiramente é mais viável e, principalmente, diminui consideravelmente o risco de assalto", comenta.

7) Reagir ou não reagir: os especialistas em segurança advertem que não se deve tentar enfrentar os bandidos. Jorge Luiz Paz Bengochea segue à risca. "É melhor entregar um bem material que posso trocar do que a vida, que nunca mais recuperarei. Bens materiais vão e vêm, mas a vida é uma só", alerta. O leitor Eduardo Henrique Vieira Mello até concorda, embora acabe preferindo o risco. "Já fui assaltado três vezes, sempre na Zona Sul: Lagoa, Leblon e Flamengo. Reagi violentamente em todas, coisa estúpida e não recomendável", reconhece. Ele diz não ser "louco ou desequilibrado" e admite que talvez só por milagre esteja vivo para contar o que passou. "Sou apenas mais um produto do desespero, medo e insegurança com características próprias: eu reajo! É luto ou luta? Você quem decide", desabafa o leitor.

8) Nada de celular: vítima também da violência, Gero Matteo conta que aprendeu a manter janelas fechadas e não usar celular, para não se distrair no sinal. "Quando aconteceu comigo, meu primeiro pensamento foi se eu iria morrer. O pânico é imenso e daí para frente só resta confiar na sorte e na fatalidade", relembra.

9) Evitar os cantos e as pontas: Eliana Maria Sales Dias anda sempre "com um celular e um relógio quebrados" quando está de carro, e R$ 20 para entregar ao ladrão, se necessário. "O resto carrego numa capanga por baixo da blusa (documentos, celular, cartões de crédito)", ela diz. A leitora toma mais cuidados: "Procuro sempre trafegar nas faixas centrais das pistas". Fabio Henrique Oliveira Silva dá outra dica: "Dificilmente fico na primeira fila ou numa das pontas da via durante a noite".

10) Película escura nos vidros: Leandro Mathiello Barros relata que "um dos procedimentos tomados foi fechar os vidros do carro com insulfilm G4, que corresponde a 60% de preto". Ele sabe que fica fora da lei. "É ilegal, mas ficar sem o carro também não é nada legal", rebate, com humor.