Este Blog é uma censura à Guerra e mortes no trânsito estimulada por uma Constituição benevolente; leis brandas; negligência dos órgãos de trânsito; precariedade da sinalização; buracos nas vias públicas; descaso dos Poderes na mobilidade urbana; morosidade e leniência da Justiça; e um alerta a todos que conduzem seus veículos sem habilitação, estressado, briguento, armado e agindo com imperícia, imprudência e atitude criminosa, prontos para morrer ou matar por troféus de lata.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
10 ACIDENTES COM MOTO NUMA MANHÃ
ZERO HORA ONLINE 21/11/2012 | 13h15
Violência nas ruas
Porto Alegre registra 10 acidentes com motocicletas na manhã desta quarta-feira. Nos primeiros oito meses do ano, houve mais de 4 mil ocorrências deste tipo na Capital
Mauro Saraiva Jr.
Dez acidentes com 12 motocicletas foram registrados num período de duas horas na manhã desta quarta-feira em Porto Alegre. O último ocorreu por volta das 9h, na esquina da Avenida Farrapos com a Avenida Brasil, na Zona Norte.
Entre as causas apontadas por especialistas estão o número elevado de motos e a facilidade do processo de habilitação para motociclistas. O gerente de fiscalização da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Carlos Pires, aponta que não há diferenciação entre os tipos de motocicletas nas autoescolas.
Um curso específico para a atividade de motoboys é oferecido gratuitamente, mas tem baixa procura na Capital. O diploma, no entanto, será obrigatório a partir do ano que vem.
De janeiro a outubro, foram 4.160 acidentes envolvendo motocicletas em Porto Alegre. Desses, 3,9 mil pessoas ficaram feridas e 34 morreram.
RÁDIO GAÚCHA
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
COLISÃO ENTRE TRÊS VEÍCULOS MATA 7 NA BR-386
ZERO HORA E RÁDIO GAÚCHA. 19/11/2012 | 08h30Atualizada em 19/11/2012 | 11h03
Acidente entre três veículos deixa sete mortos em Soledade, no norte do RS. Colisão envolveu caminhonete S10 e Honda Civic; Voyage bateu nos outros dois

Parte dianteira do Civic ficou completamente destruída Foto: Lucas Oliveira Bicudo / Informativo Regional
Um acidente matou sete pessoas em Soledade, no norte do Estado, na manhã desta segunda-feira. Três veículos colidiram na rodovia Soledade-Fontoura Xavier (BR-386), no km 257, por volta das 7h.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal de Soledade, o acidente envolveu uma S10, um Civic e um Voyage. O trânsito está totalmente bloqueado no local.
A S10 e o Civic teriam colidido frontalmente próximo ao Parque das Tuias, no limite entre Soledade e Fontoura Xavier. Três pessoas que estavam na caminhonete com placas de Santa Rosa morreram e uma permanece gravemente ferida. Duas crianças estariam no veículo.
Outras quatro ocupantes do Civic com placas de Campo Bom também perderam a vida no choque. No Voyage, que teria capotado ao se envolver no acidente, uma pessoa ficou ferida. O Hospital de Caridade Frei Clemente, de Soledade, está recebendo as vítimas que foram socorridas.
Três ocupantes do Honda Civic, que morreram no local, foram identificados pela PRF como Jairo Martins Machado, 31 anos, Sandra Gobbi da Silva, 28 anos, Nicolas Gobbi Machado, seis anos. Um bebê de três meses ainda não teve a identidade confirmada. Duas das vítimas fatais que estavam na S10 foram identificadas como Domingos de Oliveira Vargas, 65 anos, e Isabel Portinho, 54 anos. Uma terceira vítima ainda não teve o nome confirmado.
Acidente entre três veículos deixa sete mortos em Soledade, no norte do RS. Colisão envolveu caminhonete S10 e Honda Civic; Voyage bateu nos outros dois
Parte dianteira do Civic ficou completamente destruída Foto: Lucas Oliveira Bicudo / Informativo Regional
Um acidente matou sete pessoas em Soledade, no norte do Estado, na manhã desta segunda-feira. Três veículos colidiram na rodovia Soledade-Fontoura Xavier (BR-386), no km 257, por volta das 7h.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal de Soledade, o acidente envolveu uma S10, um Civic e um Voyage. O trânsito está totalmente bloqueado no local.
A S10 e o Civic teriam colidido frontalmente próximo ao Parque das Tuias, no limite entre Soledade e Fontoura Xavier. Três pessoas que estavam na caminhonete com placas de Santa Rosa morreram e uma permanece gravemente ferida. Duas crianças estariam no veículo.
Outras quatro ocupantes do Civic com placas de Campo Bom também perderam a vida no choque. No Voyage, que teria capotado ao se envolver no acidente, uma pessoa ficou ferida. O Hospital de Caridade Frei Clemente, de Soledade, está recebendo as vítimas que foram socorridas.
Três ocupantes do Honda Civic, que morreram no local, foram identificados pela PRF como Jairo Martins Machado, 31 anos, Sandra Gobbi da Silva, 28 anos, Nicolas Gobbi Machado, seis anos. Um bebê de três meses ainda não teve a identidade confirmada. Duas das vítimas fatais que estavam na S10 foram identificadas como Domingos de Oliveira Vargas, 65 anos, e Isabel Portinho, 54 anos. Uma terceira vítima ainda não teve o nome confirmado.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
DOMINGO TRÁGICO: 13 MORTOS EM ESTRADAS GAÚCHAS
ZERO HORA 03/09/2012 | 07h04
Treze pessoas morrem em domingo trágico nas estradas gaúchas. Um dos acidentes causou a morte de Antônio Alfredo de Souza, 43 anos, prefeito de Água Santa, no norte do RS
Treze pessoas morrem em domingo trágico nas estradas gaúchas. Um dos acidentes causou a morte de Antônio Alfredo de Souza, 43 anos, prefeito de Água Santa, no norte do RS
Em Soledade, um veículo capotou após atropelar homem de 28 anos na BR-386 Foto:
PRF de Soledade /
Treze pessoas morreram em um domingo trágico nas estradas gaúchas. Um dos que mais chamou a atenção foi em Tentente Portela, no noroeste do Estado. Os dois adolescentes estavam com outros sete, todos com idades entre 15 e 18 anos, em uma Saveiro.
Eles saíram de uma festa em Derrubadas e, por volta das 6h20min, o motorista José Roberto Rodrigues Moraes, 18 anos, perdeu o controle do carro, saiu da pista, e bateu em uma árvore no acostamento.
Em outro acidente, morreu o prefeito de Água Santa, no norte do Estado. De acordo com a Brigada Militar, por volta das 5h de domingo, Antonio Alfredo de Souza, 46 anos, perdeu o controle do Palio que dirigia e capotou na estrada municipal que liga Tapejara a Água Santa.
Ele viajava sozinho e morreu no local. Souza era conhecido na cidade, que tem 3,7 mil habitantes, pelo apelido de Nico. Ele era candidato à reeleição pelo PMDB.
Confira abaixo o balanço com todas as mortes:
Caxias do Sul — Uma criança de oito anos morreu atropelada por um carro na noite deste domingo. O acidente ocorreu às 20h10min na Avenida São Leopoldo, no bairro São Leopoldo. Wesley da Silva Godinho morreu no local. O motorista do veículo foi preso em flagrante porque foi constatado que estava embriagado.
Cachoeira do Sul — Um jovem de 19 anos morreu em um acidente na rodovia Novo Cabrais – Pantano Grande (BR-153), em Cachoeira do Sul, no Vale do Rio Pardo. De acordo com a Brigada Militar (BM), Felipe Paiva da Silva ficou preso às ferragens de um Gol e morreu na hora. O Gol em que estavam cinco jovens colidiu contra uma placa de trânsito e árvores localizados às margens da rodovia.
Água Santa — O prefeito do município de Água Santa, no norte do Estado, morreu por volta das 5h em acidente. Antonio Alfredo de Souza, 46 anos, perdeu o controle do Palio que dirigia e capotou na estrada municipal que liga Tapejara a Água Santa. A vítima estava sozinha no veículo.
São José do Herval — Um homem foi atropelado por volta das 5h30min deste domingo na BR-386. O acidente aconteceu no km 278. A vítima foi identificada como Pedro Paulo de Oliveira, 28 anos. Após atingir a vítima, o veículo capotou.
São Francisco de Paula — Um casal morreu em acidente por volta das 3h em São Francisco de Paula, na Serra. Segundo o , o motorista de um Fusca perdeu o controle da direção e colidiu contra uma árvore no km 80 da ERS-020, no sentido Taquara-São Francisco de Paula. Com o choque, o homem foi arremessado para fora do veículo, e a mulher ficou presa às ferragens.
Panambi — Um homem morreu em um acidente por volta de 1h em Panambi, no noroeste do Estado. Segundo a PRF, a vítima foi identificada como Roberto Boles Borges, 30 anos. Ele conduzia uma motocicleta que saiu da pista na altura do km 155 da rodovia que liga Panambi a Cruz Alta (BR-158). O acidente ocorreu por volta de 1h. (Vanessa Beltrame, zerohora.com)
Viamão — Um homem e uma mulher morreram em uma colisão entre dois carros por volta de 3h45min em Viamão, na Região Metropolitana. O acidente, que envolveu um Ford Fusion e um Corcel, ocorreu na altura do km 35 da ERS-118. Por volta das 3h45min, um Ford Fusion que trafegava no sentido Viamão-Gravataí colidiu contra um Corcel, que estava no sentido contrário, na altura do km 35. As duas vítimas fatais estavam no Corcel, de Canguçu, e foram identificadas como Fátima Rejane da Rocha Santos, 52 anos, e Aroldo Ribeiro de Oliveira, 53.
Tenente Portela — Dois jovens morreram em um acidente na rodovia Derrubadas – Redentora (RS-330), em Tenente Portela, no Noroeste. Eles saíam de um baile em Derrubadas acompanhados de outros sete amigos quando o condutor do Saveiro perdeu o controle do veículo e colidiu contra uma árvore. O passageiro Rogério Veit Iora, 16 anos, morreu no Hospital Santo Antônio, de Tenente Portela. Sandro Moura Vicente, 18, morreu a caminho do hospital de Ijuí.
Tio Hugo — Uma mulher morreu atropelada por um carro, às 19h30min de domingo, no km 214 da rodovia Tio Hugo-Soledade (BR-386). Até as 20h45min, a vítima não havia sido identificada pela Polícia Rodoviária Federal.
Rosário do Sul — Um homem não identificado morreu em um acidente de carro na Estrada da Corte, em Rosário do Sul, por volta das 20h de domingo. O motorista estaria sozinho no veículo, que saiu da pista e bateu contra o muro do Centro de Instrução Barão de São Borja (Cbisb), a 16 km do centro da cidade.
Eles saíram de uma festa em Derrubadas e, por volta das 6h20min, o motorista José Roberto Rodrigues Moraes, 18 anos, perdeu o controle do carro, saiu da pista, e bateu em uma árvore no acostamento.
Em outro acidente, morreu o prefeito de Água Santa, no norte do Estado. De acordo com a Brigada Militar, por volta das 5h de domingo, Antonio Alfredo de Souza, 46 anos, perdeu o controle do Palio que dirigia e capotou na estrada municipal que liga Tapejara a Água Santa.
Ele viajava sozinho e morreu no local. Souza era conhecido na cidade, que tem 3,7 mil habitantes, pelo apelido de Nico. Ele era candidato à reeleição pelo PMDB.
Confira abaixo o balanço com todas as mortes:
Caxias do Sul — Uma criança de oito anos morreu atropelada por um carro na noite deste domingo. O acidente ocorreu às 20h10min na Avenida São Leopoldo, no bairro São Leopoldo. Wesley da Silva Godinho morreu no local. O motorista do veículo foi preso em flagrante porque foi constatado que estava embriagado.
Cachoeira do Sul — Um jovem de 19 anos morreu em um acidente na rodovia Novo Cabrais – Pantano Grande (BR-153), em Cachoeira do Sul, no Vale do Rio Pardo. De acordo com a Brigada Militar (BM), Felipe Paiva da Silva ficou preso às ferragens de um Gol e morreu na hora. O Gol em que estavam cinco jovens colidiu contra uma placa de trânsito e árvores localizados às margens da rodovia.
Água Santa — O prefeito do município de Água Santa, no norte do Estado, morreu por volta das 5h em acidente. Antonio Alfredo de Souza, 46 anos, perdeu o controle do Palio que dirigia e capotou na estrada municipal que liga Tapejara a Água Santa. A vítima estava sozinha no veículo.
São José do Herval — Um homem foi atropelado por volta das 5h30min deste domingo na BR-386. O acidente aconteceu no km 278. A vítima foi identificada como Pedro Paulo de Oliveira, 28 anos. Após atingir a vítima, o veículo capotou.
São Francisco de Paula — Um casal morreu em acidente por volta das 3h em São Francisco de Paula, na Serra. Segundo o , o motorista de um Fusca perdeu o controle da direção e colidiu contra uma árvore no km 80 da ERS-020, no sentido Taquara-São Francisco de Paula. Com o choque, o homem foi arremessado para fora do veículo, e a mulher ficou presa às ferragens.
Panambi — Um homem morreu em um acidente por volta de 1h em Panambi, no noroeste do Estado. Segundo a PRF, a vítima foi identificada como Roberto Boles Borges, 30 anos. Ele conduzia uma motocicleta que saiu da pista na altura do km 155 da rodovia que liga Panambi a Cruz Alta (BR-158). O acidente ocorreu por volta de 1h. (Vanessa Beltrame, zerohora.com)
Viamão — Um homem e uma mulher morreram em uma colisão entre dois carros por volta de 3h45min em Viamão, na Região Metropolitana. O acidente, que envolveu um Ford Fusion e um Corcel, ocorreu na altura do km 35 da ERS-118. Por volta das 3h45min, um Ford Fusion que trafegava no sentido Viamão-Gravataí colidiu contra um Corcel, que estava no sentido contrário, na altura do km 35. As duas vítimas fatais estavam no Corcel, de Canguçu, e foram identificadas como Fátima Rejane da Rocha Santos, 52 anos, e Aroldo Ribeiro de Oliveira, 53.
Tenente Portela — Dois jovens morreram em um acidente na rodovia Derrubadas – Redentora (RS-330), em Tenente Portela, no Noroeste. Eles saíam de um baile em Derrubadas acompanhados de outros sete amigos quando o condutor do Saveiro perdeu o controle do veículo e colidiu contra uma árvore. O passageiro Rogério Veit Iora, 16 anos, morreu no Hospital Santo Antônio, de Tenente Portela. Sandro Moura Vicente, 18, morreu a caminho do hospital de Ijuí.
Tio Hugo — Uma mulher morreu atropelada por um carro, às 19h30min de domingo, no km 214 da rodovia Tio Hugo-Soledade (BR-386). Até as 20h45min, a vítima não havia sido identificada pela Polícia Rodoviária Federal.
Rosário do Sul — Um homem não identificado morreu em um acidente de carro na Estrada da Corte, em Rosário do Sul, por volta das 20h de domingo. O motorista estaria sozinho no veículo, que saiu da pista e bateu contra o muro do Centro de Instrução Barão de São Borja (Cbisb), a 16 km do centro da cidade.
COLISÃO COM AMBULÂNCIA CAUSA TRÊS MORTES
ZERO HORA 09/11/2012 | 10h53
Pacientes e motorista de ambulância morrem em acidente em Soledade. As três vítimas viajavam de Ubiratama quando colidiram com caminhão

Colisão entre ambulância e caminhão deixou três mortos Foto: Diogo Zanatta / Agencia RBS
Marielise Ferreira
Um acidente envolvendo uma ambulância e um caminhão deixou três mortos e uma pessoa ferida, em Soledade, no norte do Estado.
Por volta das 6h40min, a ambulância da prefeitura de Ubiretama e um caminhão colidiram na rodovia Soledade - Espumoso (ERS-332). O motorista Hortêncio Rozek, 54 anos, a paciente Otília Andrejewski, 64 anos e a filha dela, Sidônia Antônia Knapp, 46 anos viajavam a Caxias do Sul onde Otília seria internada em uma clínica.
Os três não resistiram aos ferimentos e morreram no local. Um caroneiro do caminhão também se feriu e está sendo medicado em um Hospital de Soledade.
O Comando Rodoviário da Brigada Militar de Tapera está no local , onde uma equipe do Instituto Geral de Perícias faz o levantamento. A Polícia Civil também investiga o caso, para determinar as circunstâncias do acidente.
O vice-prefeito de Ubiretama, Orlando Rozek, que é irmão do motorista da ambulância, e o Secretário Municipal de Saúde Odir Kessler se deslocaram a Soledade para acompanhar o caso e dar assistência aos familiares dos envolvidos no acidente.
Pacientes e motorista de ambulância morrem em acidente em Soledade. As três vítimas viajavam de Ubiratama quando colidiram com caminhão
Colisão entre ambulância e caminhão deixou três mortos Foto: Diogo Zanatta / Agencia RBS
Marielise Ferreira
Um acidente envolvendo uma ambulância e um caminhão deixou três mortos e uma pessoa ferida, em Soledade, no norte do Estado.
Por volta das 6h40min, a ambulância da prefeitura de Ubiretama e um caminhão colidiram na rodovia Soledade - Espumoso (ERS-332). O motorista Hortêncio Rozek, 54 anos, a paciente Otília Andrejewski, 64 anos e a filha dela, Sidônia Antônia Knapp, 46 anos viajavam a Caxias do Sul onde Otília seria internada em uma clínica.
Os três não resistiram aos ferimentos e morreram no local. Um caroneiro do caminhão também se feriu e está sendo medicado em um Hospital de Soledade.
O Comando Rodoviário da Brigada Militar de Tapera está no local , onde uma equipe do Instituto Geral de Perícias faz o levantamento. A Polícia Civil também investiga o caso, para determinar as circunstâncias do acidente.
O vice-prefeito de Ubiretama, Orlando Rozek, que é irmão do motorista da ambulância, e o Secretário Municipal de Saúde Odir Kessler se deslocaram a Soledade para acompanhar o caso e dar assistência aos familiares dos envolvidos no acidente.
sábado, 27 de outubro de 2012
O RANÇO E A INOPERÂNCIA
ZERO HORA 27 de outubro de 2012 | N° 17235
EDITORIAIS
Há uma combinação de desleixo e de ranço burocrático entravando a volta dos controladores de velocidade às rodovias gaúchas. Os equipamentos foram desligados há quase dois anos, no rastro de um escândalo nas licitações, e até agora não voltaram a funcionar por alegadas falhas nos editais, apontadas pela Procuradoria-Geral e pela Controladoria-Geral do Estado. Argumentam os dois órgãos que o governo deve justificar, já na licitação, a localização de cada aparelho, para que não se repita o que ocorreu quando da denúncia, feita em reportagem do Fantástico, da Rede Globo, sobre irregularidades na contratação dos serviços junto a empresas privadas.
Compreende-se que, na tentativa de evitar a reprise dos mesmos erros, instituições destinadas a fiscalizar gastos públicos se preocupem com aspectos formais dos editais elaborados pelo Daer. Mas é surpreendente, ao mesmo tempo, que uma questão diretamente relacionada à segurança nas estradas sucumba a tantos conflitos dentro do governo. Está claro que todos os envolvidos na solução do impasse originado há dois anos deveriam ter evitado dois anos de imbróglio. Os protagonistas dos desacertos convivem entre si. A desculpa de que cada instituição cumpre sua função e tem autonomia e independência não é razoável, quando o que deveria prevalecer é a convergência de esforços em nome do interesse e do bem comum.
O desencontro é mais um exemplo de como a burocracia estatal produz inoperância. Os controladores são decisivos para a prevenção de acidentes, além de cumprirem tarefa educativa. As partes em conflito devem superar logo as divergências, que certamente não são apenas técnicas, mas de disputa de espaço e poder. É inconcebível que o Estado não consiga, num período de dois anos, retomar um serviço que, pelos indícios citados, não deve considerar prioritário.
EDITORIAIS
Há uma combinação de desleixo e de ranço burocrático entravando a volta dos controladores de velocidade às rodovias gaúchas. Os equipamentos foram desligados há quase dois anos, no rastro de um escândalo nas licitações, e até agora não voltaram a funcionar por alegadas falhas nos editais, apontadas pela Procuradoria-Geral e pela Controladoria-Geral do Estado. Argumentam os dois órgãos que o governo deve justificar, já na licitação, a localização de cada aparelho, para que não se repita o que ocorreu quando da denúncia, feita em reportagem do Fantástico, da Rede Globo, sobre irregularidades na contratação dos serviços junto a empresas privadas.
Compreende-se que, na tentativa de evitar a reprise dos mesmos erros, instituições destinadas a fiscalizar gastos públicos se preocupem com aspectos formais dos editais elaborados pelo Daer. Mas é surpreendente, ao mesmo tempo, que uma questão diretamente relacionada à segurança nas estradas sucumba a tantos conflitos dentro do governo. Está claro que todos os envolvidos na solução do impasse originado há dois anos deveriam ter evitado dois anos de imbróglio. Os protagonistas dos desacertos convivem entre si. A desculpa de que cada instituição cumpre sua função e tem autonomia e independência não é razoável, quando o que deveria prevalecer é a convergência de esforços em nome do interesse e do bem comum.
O desencontro é mais um exemplo de como a burocracia estatal produz inoperância. Os controladores são decisivos para a prevenção de acidentes, além de cumprirem tarefa educativa. As partes em conflito devem superar logo as divergências, que certamente não são apenas técnicas, mas de disputa de espaço e poder. É inconcebível que o Estado não consiga, num período de dois anos, retomar um serviço que, pelos indícios citados, não deve considerar prioritário.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
MORTES IMBECIS
FOLHA.COM 26/10/2012
-
08h50
Pela primeira vez, detecta-se a redução do número de mortes com
motociclistas na cidade de São Paulo - um terrível drama urbano. A
redução ocorreu por que o poder público, pressionado pela opinião
pública, fez apenas o que tinha de fazer : fiscalizar melhor as motos.
Só isso. Somos vítimas diárias de mortes imbecis, provocadas pela
sensação de impunidade.
Basta alguma atenção do poder público, educando e, em especial, multando, para que sejam logo resultados. É o que está ocorrendo por causa da melhor fiscalização contra quem desrespeita ciclistas e pedestres. Já dá sentir, pelo menos em algumas áreas da cidade, uma certa mudança de atitude dos motoristas na faixa de pedestres.
São medidas simples, óbvias, que não custam dinheiro. Mas que, muitas vezes, o poder público só toma atitude por causa da gritaria.
Caiu o número de mortes, mas a taxa ainda é pornográfica.
Gilberto Dimenstein ganhou os principais prêmios destinados a jornalistas e escritores. Integra uma incubadora de projetos de Harvard (Advanced Leadership Initiative). Desenvolve o Catraca Livre, eleito o melhor blog de cidadania em língua portuguesa pela Deutsche Welle. É morador da Vila Madalena.
FOLHA.COM 26/10/2012 - 04h00
Cai número de motociclistas mortos no trânsito em SP
JAIRO MARQUES
DE SÃO PAULO
O número de motociclistas mortos no trânsito de São Paulo nos primeiros oito meses deste ano é o menor desde 2006 -foram 282 casos. Em relação a 2011, que registrou recorde no índice de vítimas fatais nesse tipo de acidente, a queda foi de 22,5% no mesmo período (foram 364 casos no ano passado).
O registro, segundo especialistas, vem logo depois de um incremento na fiscalização da velocidade das motos.
Em pelo menos 65 pontos da cidade, agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) passaram a usar um radar portátil para flagrar e multar motociclistas acima da velocidade permitida.
Até então, eles escapavam da fiscalização circulando fora das faixas de rolamento.
"Depois de muita gente insistir sobre a necessidade de fiscalizar esses veículos, os órgãos de trânsito resolveram agir. Foi só começar a fiscalizar para que o resultado aparecesse", diz Sergio Ejzenberg, perito em acidentes de trânsito e mestre em transportes pela Poli-USP.
De acordo com os dados da CET, somente em março deste ano as mortes de motociclistas foram maiores que nos meses de 2011: 44 contra 35.
As motos representam cerca de 13% do total da frota de São Paulo, com o número de emplacamentos chegando a 957.034 até o mês passado.
"Medidas como diminuição da velocidade nas vias também ajudam a fazer o número ceder, mas fazer doer no bolso os excessos que os motociclistas cometem e mostrar a eles os riscos a que estão expostos quando correm, é o que da resultado", afirma Ejzenberg.
Basta alguma atenção do poder público, educando e, em especial, multando, para que sejam logo resultados. É o que está ocorrendo por causa da melhor fiscalização contra quem desrespeita ciclistas e pedestres. Já dá sentir, pelo menos em algumas áreas da cidade, uma certa mudança de atitude dos motoristas na faixa de pedestres.
São medidas simples, óbvias, que não custam dinheiro. Mas que, muitas vezes, o poder público só toma atitude por causa da gritaria.
Caiu o número de mortes, mas a taxa ainda é pornográfica.
FOLHA.COM 26/10/2012 - 04h00
Cai número de motociclistas mortos no trânsito em SP
JAIRO MARQUES
DE SÃO PAULO
O número de motociclistas mortos no trânsito de São Paulo nos primeiros oito meses deste ano é o menor desde 2006 -foram 282 casos. Em relação a 2011, que registrou recorde no índice de vítimas fatais nesse tipo de acidente, a queda foi de 22,5% no mesmo período (foram 364 casos no ano passado).
O registro, segundo especialistas, vem logo depois de um incremento na fiscalização da velocidade das motos.
Em pelo menos 65 pontos da cidade, agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) passaram a usar um radar portátil para flagrar e multar motociclistas acima da velocidade permitida.
Até então, eles escapavam da fiscalização circulando fora das faixas de rolamento.
"Depois de muita gente insistir sobre a necessidade de fiscalizar esses veículos, os órgãos de trânsito resolveram agir. Foi só começar a fiscalizar para que o resultado aparecesse", diz Sergio Ejzenberg, perito em acidentes de trânsito e mestre em transportes pela Poli-USP.
De acordo com os dados da CET, somente em março deste ano as mortes de motociclistas foram maiores que nos meses de 2011: 44 contra 35.
As motos representam cerca de 13% do total da frota de São Paulo, com o número de emplacamentos chegando a 957.034 até o mês passado.
"Medidas como diminuição da velocidade nas vias também ajudam a fazer o número ceder, mas fazer doer no bolso os excessos que os motociclistas cometem e mostrar a eles os riscos a que estão expostos quando correm, é o que da resultado", afirma Ejzenberg.
DISCÓRDIA NAS PARCERIAS
ZERO HORA 26 de outubro de 2012 | N° 17234
EDITORIAIS
As parcerias público-privadas estão consolidadas como alternativa exitosa para a realização de obras que os governos não conseguem levar adiante por falta de recursos. Devem, portanto, ser preservadas pelo setor público e pelas empresas, para que não sejam desqualificadas por eventuais desentendimentos, muitas vezes incontornáveis. É o que parece estar acontecendo no conflito entre o Estado e o grupo Odebrecht em torno do projeto de construção da ERS-010, uma via expressa que ligaria Sapiranga a Porto Alegre. A rodovia foi idealizada no governo anterior como uma das saídas para desafogar o tráfego na BR-116, e o projeto apresentado pela empresa já passou por revisões, até ser novamente contestado pela atual administração.
O governo tem argumentado que os entraves envolvem questões técnicas e cita ainda obstáculos financeiros, como a não disponibilidade de cerca de R$ 160 milhões necessários para as desapropriações. Como as partes já se desentenderam outras vezes, fica evidente que o projeto está seriamente ameaçado. É lamentável que uma iniciativa envolvendo obra prioritária tenha esbarrado em conflitos aparentemente insuperáveis, como admitem fontes do Executivo e da própria empresa. Desentendimentos como esse têm, pelos mais variados motivos, impedido que Estados e municípios contem com obras que não conseguiriam bancar sozinhos.
Uma PPP depende, essencialmente, da confiança que se estabelece entre os interessados e, diferentemente das concessões, cria vínculos contratuais entre o setor público e as empresas desde o surgimento de uma ideia. Divergências, muitas vezes sustentadas por ranços ideológicos, barreiras ambientais e outras questões burocráticas, conspiram contra essa cumplicidade e retardam ainda mais o encaminhamento de soluções. Há ainda, em alguns casos, o componente político, que provoca rejeição a quase tudo que tenha sido idealizado em governos anteriores. Mesmo que, no caso da ERS-10, o desentendimento possa parecer irreversível, o Piratini e a Odebrecht devem perseverar no sentido de buscar a reaproximação que resgate um projeto essencial para o sistema viário da Região Metropolitana.
EDITORIAIS
As parcerias público-privadas estão consolidadas como alternativa exitosa para a realização de obras que os governos não conseguem levar adiante por falta de recursos. Devem, portanto, ser preservadas pelo setor público e pelas empresas, para que não sejam desqualificadas por eventuais desentendimentos, muitas vezes incontornáveis. É o que parece estar acontecendo no conflito entre o Estado e o grupo Odebrecht em torno do projeto de construção da ERS-010, uma via expressa que ligaria Sapiranga a Porto Alegre. A rodovia foi idealizada no governo anterior como uma das saídas para desafogar o tráfego na BR-116, e o projeto apresentado pela empresa já passou por revisões, até ser novamente contestado pela atual administração.
O governo tem argumentado que os entraves envolvem questões técnicas e cita ainda obstáculos financeiros, como a não disponibilidade de cerca de R$ 160 milhões necessários para as desapropriações. Como as partes já se desentenderam outras vezes, fica evidente que o projeto está seriamente ameaçado. É lamentável que uma iniciativa envolvendo obra prioritária tenha esbarrado em conflitos aparentemente insuperáveis, como admitem fontes do Executivo e da própria empresa. Desentendimentos como esse têm, pelos mais variados motivos, impedido que Estados e municípios contem com obras que não conseguiriam bancar sozinhos.
Uma PPP depende, essencialmente, da confiança que se estabelece entre os interessados e, diferentemente das concessões, cria vínculos contratuais entre o setor público e as empresas desde o surgimento de uma ideia. Divergências, muitas vezes sustentadas por ranços ideológicos, barreiras ambientais e outras questões burocráticas, conspiram contra essa cumplicidade e retardam ainda mais o encaminhamento de soluções. Há ainda, em alguns casos, o componente político, que provoca rejeição a quase tudo que tenha sido idealizado em governos anteriores. Mesmo que, no caso da ERS-10, o desentendimento possa parecer irreversível, o Piratini e a Odebrecht devem perseverar no sentido de buscar a reaproximação que resgate um projeto essencial para o sistema viário da Região Metropolitana.
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